Compra da Activision Blizzard pela Microsoft mexe no cenário de eSports

Compra da Activision Blizzard pela Microsoft pode ser uma revolução no cenário de eSports – Foto: Microsoft/Divulgação

A grande notícia da semana no mundo da tecnologia foi o anúncio da aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft. Em nota divulgada pela gigante dos eletrônicos nesta terça-feira (18), a Microsoft divulgou que vai comprar as ações da empresa de jogos por cerca de US$68,7 milhões.

A compra deve ser concluída apenas em 2023, mas desde já a Microsoft planeja aumentar o catálogo dos serviços de assinaturas de jogos, PC Game Pass e Xbox Game Pass. Títulos como Call of Duty, Warcraft, Starcraft e Overwatch, que têm grande apelo de público, podem trazer ainda mais receitas para os serviços da Microsoft.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, os serviços de jogos Game Pass da Microsoft ultrapassaram os 25 milhões de usuários ativos, pagando assinaturas. Na nota de aquisição da Activision Blizzard, a empresa afirma de a incorporação de mais de 400 milhões de usuários mensais, que é a base da Activision, seria de grande valor para o catálogo da Microsoft.

Apesar de uma dominância no cenário de jogos estar se formando, uma das grandes preocupações dos fãs é o circuito competitivo dos jogos. Tanto Microsoft quanto Activision Blizzard não conseguiram, pelo menos até hoje, apresentar campeonatos robustos e com apelo do público.

Sendo assim, uma das grandes questões que aparecem com a compra da Microsoft é sobre a capacidade da empresa de alavancar o cenário de eSports dos grandes títulos no futuro.

Como fica o cenário de eSports com a compra da Activision Blizzard?

Os grandes jogos da Activision Blizzard vão passar a fazer parte do grande guarda-chuva da Microsoft. A tentativa da gigante da tecnologia é ser uma das unanimidades dos games no mundo. Na nota de aquisição, a empresa afirma que, com a incorporação, fica atrás apenas da Sony Entertainment e da Tencent na indústria de jogos.

Call of Duty, World of Warcraft, Starcraft, Diablo, Overwatch, os títulos mobile… são grandes jogos que passam a fazer parte do catálogo cada vez mais diverso da Microsoft. Apesar de serem games com grande apelo do público, um dos problemas que a Activision Blizzard vinha tendo dizia respeito a capacidade da empresa de tracionar o cenário de eSports.

A compra da Microsoft não parece melhorar muito o cenário. Apesar de a empresa dizer na nota que um dos objetivos é exatamente alavancar o cenário competitivo desses e de outros jogos, a própria gigante de tecnologia não conseguiu fazer o mesmo com seus próprios jogos.

O maior deles, Halo, por exemplo, não tem um campeonato mundial desde 2018. Os torneios do game se limitam a regionais, os chamados Majors. Apesar disso, o estúdio responsável pelo desenvolvimento da franquia prometeu um circuito competitivo completamente renovado para 2022. Fica a esperança para os jogadores.

Outros grandes jogos da Microsoft só se sustentam com o apoio maciço da comunidade. Age of Empires, uma das grandes marcas da história dos jogos de computador, tem campeonatos recorrentes realizados pela própria comunidade, com raros apoios de patrocinadores, mas sem participação da Microsoft.

Outros títulos, como Forza, ficam relegados a segundo plano quando o assunto é o cenário competitivo. A Microsoft não conseguiu aproveitar o hype do título, perdendo espaço para outros games de corrida, como F1 e Gran Turismo, que passaram a ser os principais quando o assunto é competição.

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Ambiente interno da Activison Blizzard passou a ser alvo de denúncias

O fator eSports é um dos menores problemas da Activision Blizzard nos últimos tempos. A empresa passa por um momento de crise, tanto internamente quanto na imagem pública da corporação. Para além dos vários títulos “abandonados” pelo caminho, a companhia teve seu núcleo exposto com denúncias de um ambiente de trabalho tóxico.

Em julho do ano passado, diversas funcionárias da empresa denunciaram assédios recorrentes nos ambientes da Activision Blizzard, levando o caso para os meios legais. A cada semana, mais e mais funcionárias apareciam denunciando práticas bem parecidas, como assédio, exploração e humilhações no ambiente corporativo.

A Activision foi condenada a pagar US$18 milhões em indenizações como parte da pena com relação aos abusos que aconteciam com conhecimento da empresa. A corporação ainda recorre da sentença, mas o fato é que o ambiente já não era dos mais saudáveis.

A fuga de patrocinadores também foi outro grande problema para a empresa. Na Overwatch League, a OWL, a State Farm, Coca-Cola e Kellog’s abandonaram o apoio aos campeonatos organizados pela Activision Blizzard. A CDL, liga de Call of Duty, viu, além das três empresas citadas, a ASTRO Gaming sair do mural de patrocinadores. A Microsoft ainda não se posicionou sobre como vai tratar comercialmente a questão do cenário competitivo.

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Como a Activision Blizzard trata a questão dos eSports?

O cenário interno da empresa se reflete em como ela se portava com relação aos seus principais títulos. A organização tem jogos gigantes, como Call of Duty e Overwatch, mas nunca conseguiu fazer com que esses nomes fossem fortes em circuitos competitivos.

Overwatch teve um grande momento de hype, sendo um dos jogos mais jogados do mundo em certa altura. Porém, a hegemonia constante do CS:GO e o surgimento do FPS da Riot Games, Valorant, com grande apelo competitivo, fizeram com que o FPS da Activision Blizzard fosse relegado a uma segunda prateleira.

No Call of Duty, a empresa nunca conseguiu fazer com que o game emplacasse de fato nos eSports. No PC, apenas equipes da América do Norte disputam a CDL, Call of Duty League, circuito oficial. O mobile é o que ainda dá tração para o game, com campeonatos mais “globais”, em várias regiões do planeta, apesar de não existir um campeonato mundial.

O Starcraft, durante muito tempo, foi o maior eSport da Activision Blizzard. Premiações milionárias e competições muito acirradas sempre fizeram parte do cenário do jogo. Apesar disso, com a pouca popularidade de jogos de RTS, ou “real-time strategy”.

eSports ainda são uma grande dúvida na compra da Microsoft

A grande fonte de receitas da Microsoft com os jogos vem dos serviços de assinatura da empresa, os chamados Game Pass, tanto para PC quanto para Xbox. Assim, não parece, num primeiro momento, que os eSports possam fazer parte do investimento da empresa.

Ainda assim, devido ao montante bilionário investido pela gigante da tecnologia, é possível que os olhares se voltem de alguma forma para o cenário competitivo, já que este movimenta grande parte do público na internet.

A Activision Blizzard comprou, em 2016, a MLG, Major League Gaming. A organização era responsável pelos campeonatos de Halo, título da Microsoft. Portanto, com a compra da empresa, a MLG passa a estar sob o guarda-chuva da empresa fundada por Bill Gates e poderia alavancar os eSports. Até agora, não há nenhuma resposta sobre isso.

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